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4 mai 2008

Pinochet recibió cooperación de Brasil acusa ex espía francés, Paul Aussaresses.

 

"Brasil envió armas y aviones y oficiales" a Chile para colaborar en el Golpe de Estado de 1973 aseguró ex militar condenado por defender los crímenes de guerra y la tortura.

La Nación. Chile, 4 de mayo de 2008.

Un ex espía francés que colaboró con los regímenes militares de Brasil, el general (r) Paul Aussaresses, afirmó que Brasil participó con armas, aviones y hombres en el golpe de Estado de Augusto Pinochet en Chile en 1973, según informó hoy la prensa brasileña.

"Claro que Brasil participó (en el golpe), envió armas y aviones y oficiales. Las armas no sé decir exactamente cuáles. Pero los brasileños enviaron aviones franceses con proyectiles fabricados en Francia por la sociedad Thomson-Brandtà", aseveró el ex militar en una entrevista publicada hoy por el diario Folha de Sao Paulo. (Ver nota en portugués más abajo).

El otrora general, de 89 años, detalla de este modo las afirmaciones que hizo en el libro "Je n’ai pas tout dit. Ultimes révélations au service de la France" (No he dicho todo. Últimas revelaciones al servicio de Francia), que acaba de ser publicado en París.

En esa obra, Aussaresses relata su trabajo como agregado militar de la embajada francesa en Brasil, entre los años 1973 y 1975, tiempo en el que dio clases sobre técnicas de interrogatorio y obtención de informaciones al servicio secreto brasileño y en el que colaboró en la venta de armamento y aviones franceses a Brasil.

Aussaresses reconoció haber colaborado con la policía secreta brasileña en la práctica de tortura a prisioneros y justificó tales métodos como un "acto de defensa". Asimismo, el general recordó su relación con los dos últimos presidentes del régimen militar brasileño.

Aseguró que Ernesto Geisel (1974- 1979) era "un hombre racional" y "de profunda moralidad". "Era un hombre que tenía una fe religiosa y respetaba las reglas de moral cristiana que considera que los hombres merecen vivir en una atmósfera de orden que les permite trabajar, cuidar de la familia", evocó.

A Joao Figueiredo (1979- 1985) lo calificó como "adorable" y "seductor". Recordó que lo conoció cuando era jefe del Servicio Nacional de Informaciones (SNI) y aseveró que el ex presidente "apreció su conducta y aportación a los brasileños".

Aussaresses es además autor de "Servicios Especiales. Argelia 1955- 1957", obra en la que relata su participación en la guerra de Argelia.

En diciembre de 2004, fue condenado por el Tribunal Supremo francés por complicidad en apología de crímenes de guerra y por defender en ese libro las torturas y otros abusos cometidos en la guerra de Argelia. El general fue sancionado entonces con el paso forzoso a retiro y le fue suspendida la Legión de Honor con la que había sido distinguido.

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Conexões do Brasil remoto com o Chile de Pinochet

Santiago Llanquim/AP

O destino foi generoso com Augusto Pinochet. Proporcionou-lhe, aos 91, uma morte suave. De quebra, facultou ao velho ditador provar que guardava nos fundões de seu organismo um órgão que, imaginavam todos, ele não possuía : o coração. Por uma dessas ironias da existência, Pinochet foi ao forno crematório nas pegadas de um infarto do miocárdio. Partiu antes da conclusão dos processos judiciais que lhe pesavam sobre os ombros. Uma pena.

Num instante em que ainda soam nas profundezas do inferno as trombetas reservadas à recepção dos grandes titãs do mal, convém lembrar que o Brasil não esteve imune aos tentáculos da ditadura chilena, de triste memória. Comece-se por evocar uma descoberta do cinéfilo Amir Labaki.

Organizador do 9º Festival Internacional de Documentários, ocorrido em 2004, Labaki desencavou dois preciosos minutos de um filme da jornalista francesa Marie-Minique Morin. Chama-se "Esquadrões da Morte-Escola Francesa". O trecho pescado pela perspicácia de Labaki traz um depoimento do general chileno Manuel Contreras, chefe da engrenagem de moer "subversivos" montada sob Pinochet -a temível DINA.

No depoimento a Morin, Contreras revelou que mandava ao Brasil, em periodicidade bimestral, oficiais da repressão chilena. Para quê ? Vinham à busca de treinamento. Passavam pela ESNI (Escola Nacional de Informações), em Brasília. E, antes de retornar a Santiago, faziam escala em Manaus. Ali, bebiam dos ensinamentos de um centro de treinamento militar.

Contreras disse mais : entre os "professores" do curso brasileiro estava o general francês Paul Aussaresses. Vem a ser um veterano da batalha de Dien Bien Phu, no Vietnã. Graduara-se em tortura impondo suplícios a argelinos. Servira como adido militar no Brasil no período de 73 a 75.

Recomenda-se ainda a quem queira saber mais sobre as (boas) relações da ditadura brasileira com a máquina de atrocidades chilena a leitura de "A Ditadura Derrotada", de Elio Gaspari. O Chile de Pinochet é mencionado à altura da página 352. Ali, recorda-se que a primeira viagem de Pinochet depois de derrubar Salvador Allende, em 11 de setembro de 73, foi ao Brasil. Veio para a posse de Ernesto Geisel.

Gaspari conta também que José Serra, ex-presidente da UNE, era um dos brasileiros que engrossavam a legião de 7.000 pessoas confinadas pelos golpistas no Estádio Nacional de Santiago, o mesmo em que Garrincha ganhara a Copa de 62. Serra deve sua liberação, dois dias depois de preso, a gestões de um embaixador sueco junto ao major responsável pela triagem. Mercê da generosidade e da descoberta de uma até então desconhecida simpatia pela esquerda, o tal major, Ivan Lavanderos, seria passado nas armas mais tarde. Serra contou que, antes de deixar o famigerado estádio, notou a presença de carcereiros que se expressavam em bom português.

Gaspari revela também uma constrangedora página da diplomacia brasileira. Escreve : "As embaixadas que recebiam perseguidos estavam lotadas. Na do Panamá, um pequeno apartamento, entraram 364 asilados. O embaixador panamenho estendeu a extraterritorialidade de sua representação à casa do economista Theotonio dos Santos, protegendo dezenas de brasileiros. No palacete da Argentina, havia 700 asilados, 120 eram brasileiros. Na do Brasil, ninguém. Chefiava-a o embaixador Antônio da Câmara Canto (...)."

Anota ainda o livro de Gaspari : Pinochet associava Câmara Canto ao comportamento da diplomacia brasileira no dia do golpe : "Ainda estávamos disparando, quando chegou o embaixador e comunicou-nos o reconhecimento. Washington, informa o repórter, só reconheceria a ditadura chilena 13 dias depois. "No meio da tarde do dia 11, Câmara Canto festejava atendendo o telefone com a notícia : ’Ganhamos’. Era um golpista militante."

Escrito por Josias de Souza.

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